segunda-feira, 4 de agosto de 2008

14 - DEJA-VU


"Muito amor no coração por todos e nenhum apego

por ninguém, tentar não prejudicar pessoa

alguma minimamente e eliminar da mente

qualquer pensamento negativo, fazendo um

exercício diário e ter a certeza de que

não estamos aqui à-toa, mas para cumprir o destino

da evolução.

Que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades.

Quem não percebe isso se torna escravo do desnecessário e polui

a mente"

Azeitona, aliás, Dadi Janki, Azeitona só me mandou, esta que é umas mais fantásticas frases que já li em minha vida, simplesmente a resume.



Não percebia, mas, ia voltando aquela vida de sempre, acelerando aos poucos, e me deixando levar para a vida normal de antes da doença. Preocupação com dinheiro, vai que precisasse para exames, tratamentos ( e nem doente estava), tinha que ganhar mais, com isso você inicia uma corrida e acaba se envolvendo com emoções perigosas, fica nervoso fácil, se irrita com as maiores, ou pior, menores besteiras da vida, não para um segundo sequer, a cabeça fica sempre a mil por hora, e quando quer se desligar o que faz, vai tomar uma , mas perde a noção e toma um monte e realmente se desliga da vida.

Como é rápido e perigoso o processo de volta a vida, afinal as pessoas que estão a seu lado são as mesmas, e vão continuar sendo sempre, afinal são seus amigos e parentes, mas para eles o mundo não parou, para muitos o que você passou é apenas uma história, principalmente no círculo profissional, aqueles no qual se passa 60% da sua vida, então como não deixar que isso afete sua vida, difícil viu, a adaptação a nova/velha vida, afinal é nova ou velha? boa pergunta, diria que é nova fase, pós trauma, mas não haviam passado 6 meses de tratamento e afastamento, então não foi tempo suficiente para mudar nada do lado externo, teria que ter mudado realmente internamente, coisa que ocorreu apenas como um pequeno lampejo, os (falsos) compromissos assumidos me distanciavam a cada dia da espiritualidade, da vida calma e sob controle que imaginava após a alta, o trabalho se tornava cada dia mais estressante, mudanças me deixaram mais longe de casa, e paraaaaaaaaaaaaa, já contei toda essa história antes, não? parece que estamos voltando no tempo, o mesmo Marcelo de 3 anos atrás, bom quem quiser saber dessa história que volte lá atrás no blog, hahahahahahahahha, se fosse fácil assim hein," vou ver no meu blog, o que estava fazendo de errado a seis meses atrás , assim mudo a rota da minha vida, pra não repetir meus erros do passado", que por incrível que pareça repetimos e repetimos e repetimos, a toda hora e isso não é falta de capacidade, é o que disse, fui fraco perante as nuances da vida, a vida não vai mudar por que você quer mudar, ela segue um ritmo próprio e atordoante que não te dá tempo pra pensar ou agir, o controle tem que estar nas suas mãos e mente, dizer não pra muitas coisas que não te fazem bem internamente fazem um bem absurdo, mas e a coragem pra fazer isso, quem tem coragem de mudar, mudar seus defeitos que sejam, deixar de ser ranzinza, rancoroso, egoísta, aliás quem tem coragem de se dizer ranzinza, rancoroso e egoísta. Agora vou começar a me repetir naquilo tudo que já escrevi neste blog, e pra não torrar a paciência de todo mundo e muito menos a minha, vou dar uma repassada na minha história que acho que é isso que preciso, afinal vou entrar agora numa fase, onde estou um ano após a minha alta, acho que era outubro de 2007, dores e sangramento na urina voltavam a incomodar e marcamos um novo exame daqueles deliciosos, via uretra, e se você acha que receber a primeira notícia, de que tem câncer, doeu?

Nenhum comentário: